Igreja na Síria sente-se recompensada através do trabalho humanitário

É visível a alegria de refugiados sírios ao receberem seus presentes: o pastor Imad* distribui pessoalmente cobertores e uma Bíblia para cada um, um trabalho que recebe o apoio da Portas Abertas, portanto, faz parte da sua ajuda!

Foi uma longa viagem desde a capital Damasco até Kharaba, no sul do país. O pastor Imad sabia que não havia garantia de que seria um trajeto seguro, pois ao afastar-se da cidade de Damasco, ouviu o som de tiroteios e granadas.

“A operação inteira foi um milagre,” Imad compartilhou. “Nós sabíamos que a área aqui era intensa, havia muitos combates e ouvíamos os extremistas tomarem o controle do local.”
O pastor foi de carro até a comunidade cristã de Kharaba, próxima a Suwayda. “Kharaba é uma comunidade cristã, mas agora está cheia de refugiados muçulmanos na região. Eles vieram e armaram barracas ali,” explica. “Quando chegamos em Suwayda, nosso motorista não quis continuar. Nós estávamos com medo de ficar presos ali, mas Deus enviou outro motorista que se dispôs a prosseguir.”
As pessoas que estavam no carro se sentiram seguras e recompensadas por sua coragem. “O caminho inteiro de Suwayda até Kharaba foi tranquilo; é quase inacreditável como Deus silenciou toda a violência.”

Por dois dias Imad trabalhou com sua esposa em Kharaba. “Nós conseguimos distribuir cobertores para 165 famílias,” afirma o pastor ao final da pequena viagem. “As pessoas foram muito gratas e respeitosas. Além de cobertores, entregamos Bíblias também, uma para cada família, mas algumas famílias vieram pedir por mais. Eu não esperava isso, de muçulmanos.”

“Sejam mansos e humildes”
“Somos uma humilde igreja aqui em Damasco, mas atualmente estamos ajudando mais de 1.350 famílias deslocadas na cidade,” pastor Imad afirma com entusiasmo. “É recompensador Deus nos permitir alcançar tantas pessoas.” Com o apoio da Portas Abertas, sua igreja protestante está ajudando as famílias muçulmanas em suas necessidades básicas.
O número que o pastor mencionou quantifica as famílias deslocadas internamente em Damasco que estão registradas nessa igreja específica para receber ajuda e acompanhamento regular. Mas o exemplo de Kharaba evidencia que a igreja não restringe seu trabalho apenas à capital. “Alguns meses nós ultrapassamos as 1500 famílias ao também auxiliarmos outras pessoas com necessidades em áreas diferentes.”

O trabalho da congregação, apoiada pela Portas Abertas, inclui o fornecimento de alimentos, assistência médica em uma clínica, visita às casas,  distribuição de cobertores e colchões para as famílias necessitadas. Às vezes o aluguel é pago. “Toda a ajuda é para atender às necessidades das famílias.” Além do auxilio material, a igreja também oferece socorro espiritual e distribui Bíblias.

A situação está piorando

“A condição geral em Damasco está piorando,” Imad afirma. “As pessoas têm que lidar com o terrível barulho de tiroteios, granadas esporádicas, e mísseis por toda a parte. Não há mais lugar seguro.” A violência gera outros problemas. “Não há eletricidade durante várias horas do dia. As pessoas não podem continuar suas atividades diárias normalmente, como lavar suas roupas, cozinhar, tomar banho, passar roupa e aquecer suas casas (devido à falta de eletricidade, gás, diesel e gasolina). Até ler e estudar é difícil, visto que não há eletricidade.”

A alegria

“Depois do trabalho em Kharaba, uma pessoa da comunidade me ligou,” conta o pastor, com muita alegria em sua voz. “Os refugiados disseram: ‘Nós estamos muito gratos pelos cobertores durante esse clima frio, mas receber a Bíblia como presente foi o melhor! Deixou um impacto em nossas famílias muito maior do que os cobertores. ’ Eu quero muito voltar pra cá com comida e poder compartilhar mais de Jesus com eles.”
Uma mulher muçulmana contou a um dos líderes da igreja: “A primeira vez que eu entrei nessa igreja, eu senti que Deus estava ali. Agora Ele está presente em minha vida.”.

*O nome foi trocado para segurança do cristão.

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Sobre Luciano Max®

Quem sou? Eu sou para cada pessoa aquilo que ela acha que eu sou, mas o que para mim importa é o que eu estou a procura de ser e isso eu ainda não sou.
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